Joana de Moura

Chapéus há muitos, seu palerma!

The Revenant

the_revenant

Adoro cinema, adoro o Leonardo DiCaprio, adoro uma boa história envolvente que nos deixa na ponta da cadeira. Portanto, o que dizer de “The Revenant”?
Querem uma boa razão para ir ao IMAX no Colombo? Aqui a têm (de frisar que a publicidade não é paga, faço-a apenas porque é efectivamente uma sala de cinema acima da média).
“The Revenant” é bom em muita coisa mas acima de tudo é bom em fotografia. Paisagens de perder o fôlego e uma história que vos vai pôr a pensar que a nossa vidinha afinal é uma maravilha. A personagem de DiCaprio é uma espécie de São Paulo (o da Bíblia sim) em tormenta, não no deserto, mas em plena montanha. O homem sofre tanto, que num dos “azares” a sala inteira fez “AH!” e eu gargalhei, porque achei que já só podiam estar a gozar – comigo e com o DiCaprio. Quando li que era “Inspired by True Events” fiquei a pensar que das duas uma, ou o homem era realmente passado da marmita ou então é daquelas histórias em que “quem conta acrescenta um ponto” e neste caso foram acrescentadas várias páginas. Qualquer uma é válida e eu gostei na mesma.
Não posso deixar de mencionar o Tom Hardy, que a cada filme me espanta mais. “Apaixonei-me” a sério por ele no “Inception” (que é um dos meus filmes preferidos e que dará pano para outra publicação certamente) e tenho vindo a acompanhar com atenção o trabalho dele. Mais uma vez fez o que sabe melhor e fez-me acreditar que ele era mesmo um pulha da maior espécie, ou alguém que naquelas circunstâncias se safa o melhor que pode sendo um filho da mãe pelo caminho. Os tiques, trejeitos, o sotaque, está tudo perfeito. Mais um grande filme para Hardy.
De forma geral é um filme muito bom e apesar de ir com a expectativa bem lá no alto, não fiquei desiludida. Acho que é desta que o DiCaprio finalmente ganha o Óscar que já devia ter ganho. Temo pôr por escrito que se não ganhar, também ninguém ficará admirado, porque diálogo é algo pelo qual o filme não tem primazia. Foca-se sobretudo em emoções – sendo as mais constantes frustração, raiva, determinação – e isso pode ser avaliado de uma forma subjectiva pelo júri dos Óscares.
Aguardo assim o desfecho no dia 28 de Fevereiro, onde estarei colada à televisão, à espera de ver o Leo a subir ao palco.
Até ao próximo filme!

cinemadicapriooscarsthe revenanttom hardy

Joana Moura • 7 Fevereiro, 2016


Next Post

Deixe uma resposta

Your email address will not be published / Required fields are marked *