Joana de Moura

Chapéus há muitos, seu palerma!

Spotlight

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WOW!
É o que passa na cabeça de alguém ao ver este filme. Quem conseguir ver este filme e não acabar a questionar-se sobre a bostinha que é a raça humana, então é a própria da bosta humana.
Para quem não sabe, este filme (sem grandes spoilers), é sobre uma equipa de investigação jornalística que após terem um novo editor no jornal vêem-se com um caso de um padre pedófilo da sua cidade, Boston, em mãos. Dado o mote, é ir ficando de boca aberta sem perceber muito bem como é que aquilo aconteceu.
A história do filme baseia-se numa história verídica, que se passou efectivamente em Boston e que foi publicada após o fatídico 11 de Setembro (tendo sido adiada a sua publicação por isso mesmo). Os meandros são tantos que eu já só tinha uma questão na cabeça a meio do filme: “MAS COMO É QUE TODA A GENTE SABIA E NINGUÉM DIZIA NADA?!”.
O Spotlight, cheio de bons actores e de uma actuação bem acima da média por parte de Mark Ruffalo e do que ele nos habituou (que basicamente é o normal, normalzinho), é assim uma chapadinha de luva branca para o comum dos mortais. Pelo menos para mim foi.
Acredito em Deus e apesar de não ser católica “praticante” segundo as doutrinas dos homens, sou praticante segundo as de Deus, ou pelo menos do meu Deus. Como tal, ver alguém (ou várias pessoas) a pôr ao nível do lixo uma instituição que em tudo devia ser exemplo, mete-me nojo. A palavra é essa: “nojo”. O acto da pedofilia já é tão execrável e miserável por si só, que levar o “nome” de Deus atrás do mesmo, é só roçar a base da cadeia alimentar de todos os pulhas da terra. Sim, pulhas que se intitulam de pessoas mas são só umas bestas ambulantes que andam a gastar oxigénio à malta.
Discussões de pedofilia, padres e instituições à parte, este filme é indispensável. Julgo que tudo o que exponha algo de grave, ainda para mais com esta gravidade, não deve ser jamais “minimizado” na sua escala e relembrado constantemente. Existem acontecimentos na história, como o Holocausto por exemplo, que devem sempre ser relembrados, ensinados e analisados, de forma a que ninguém se esqueça e não possam (ou pelo menos sejam evitados de) ser repetidos.
Voltando ao filme: se vale a pena ir vê-lo ao cinema? Talvez não, não ganhamos nada com isso. É até um filme parado. Por isso, apesar de julgar que é indispensável, vejam-no no conforto da vossa casa quando for ocasião disso e poupem uns trocos. Preparem-se é para um Mark Ruffalo actor, que era algo que eu julgava inexistente – e juro que não tenho nada contra com o senhor.

Até ao próximo filme!

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Joana Moura • 8 Fevereiro, 2016


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